Quando você começa a se escutar...
- Psico Aline Moraes

- 24 de fev.
- 1 min de leitura
Começar a se escutar nem sempre traz respostas rápidas. Às vezes, traz silêncio. Às vezes, traz clareza. E nem sempre a clareza é leve.
Ela pode mostrar limites que foram ultrapassados, cansaços que você chamou de “fase”, relações que já não cabem do mesmo jeito. Pode revelar exigências internas que pareciam naturais, mas que doem.
Escutar a si mesmo não é um movimento barulhento. É algo que acontece devagar.
É perceber que aquela irritação frequente talvez não seja apenas estresse. Que aquele nó no peito talvez não seja “drama”. Que aquele incômodo insistente talvez esteja pedindo reconhecimento.
Muitas vezes, o impulso é fazer parar, controlar, silenciar.
Mas quando a escuta se sustenta um pouco mais, a pergunta muda. E, com ela, algo dentro também começa a mudar. Não porque tudo se resolve. Mas porque você começa a se tratar com mais honestidade. E isso, por si só, já é um cuidado.



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